segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Afeto e adoção

O Psicólogo Luiz Schettini, em seu livro Pedagogia da Adoção discorre sobre a criação e educação de filhos, em especial os que tornaram-se filhos por adoção: Diz ele: "Os pais não têm de desistir dos filhos, mesmo quando estes constroem barricadas como se estivessem em um teatro de guerra. A expressão do amor dos pais será o instrumento que poderá aliviar a dor que, às vezes, os filhos vivem no silênciso da sua intimidade. (...) Há momentos em que reúnem sua coleção de “fantasmas”: medo, abandono, rejeição, impotência. São vivências trazidas de um passado que, ficando para trás, continuam existindo de uma forma mais ameaçadora, por relembrarem dores antigas. Na criança e no adolescente o “antigo” é tão recente que se confunde com o presente. É preciso que os adultos não se descuidem ao imaginar que o passado foi imobilizado pelo amor do presente. As dores subjacentes ao presente formam áreas doloridas que só a ternura sem tempo para terminar poderá ajudar os filhos na sua construção de uma nova história, sabendo que o amor novo é suficiente e forte para tornar-se permanente".
Todos os dias aprendemos a amar alguém diferente. Por que não podemos fazer crianças e adolescentes felizes, dando-lhes uma família, amando-os incondicionalmente? A única coisa que eles desejam de nós, adultos, é que não desistamos deles.
Pensem nisto.

Beijos
Lilia

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