terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ela é nossa!

Ela é nossa!
Algumas manchas vermelhas no rosto, pelo enorme esforço que fez para vir ao mundo. Pronta para adoção, avisei aos casais habilitados. Conversando com eles, expus as possíveis dificuldades. Lembro-me que um dos casais disse , sem questionamentos: "Ela é nossa!", referindo-se à criança. Desejo de ser pai, de ser mãe. Penso que amor incondicional é isso.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Orfanatos e Abrigos

As pessoas confundem orfanato com abrigo. E são coisas distintas. Orfanato, no passado, era o local para onde encaminhavam-se crianças órfãs (de pai ou de mãe, ou dos dois). Hoje, não existe mais esta nomenclatura ou não deveria existir. A medida excepcional de proteção, hoje denominada instituições de acolhimento, era, há dois anos, conhecida como abrigo. Esta nomenclatura, no entanto, modificou-se com a lei n. 12.010, de 3/8/2009 (Nova Lei de Adoção), a qual alterou a Lei n. 8.060, de 13/7/1990, mais conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente. Nem orfanato, nem abrigo, agora temos as Instituições de Acolhimento. O nome mudou, a lei mudou. O que não muda é o número de crianças e adolescentes, órfãos ou não,  que precisam de uma família que os ame, incondicionalmente.

Beijos
Lilia

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Afeto e adoção

O Psicólogo Luiz Schettini, em seu livro Pedagogia da Adoção discorre sobre a criação e educação de filhos, em especial os que tornaram-se filhos por adoção: Diz ele: "Os pais não têm de desistir dos filhos, mesmo quando estes constroem barricadas como se estivessem em um teatro de guerra. A expressão do amor dos pais será o instrumento que poderá aliviar a dor que, às vezes, os filhos vivem no silênciso da sua intimidade. (...) Há momentos em que reúnem sua coleção de “fantasmas”: medo, abandono, rejeição, impotência. São vivências trazidas de um passado que, ficando para trás, continuam existindo de uma forma mais ameaçadora, por relembrarem dores antigas. Na criança e no adolescente o “antigo” é tão recente que se confunde com o presente. É preciso que os adultos não se descuidem ao imaginar que o passado foi imobilizado pelo amor do presente. As dores subjacentes ao presente formam áreas doloridas que só a ternura sem tempo para terminar poderá ajudar os filhos na sua construção de uma nova história, sabendo que o amor novo é suficiente e forte para tornar-se permanente".
Todos os dias aprendemos a amar alguém diferente. Por que não podemos fazer crianças e adolescentes felizes, dando-lhes uma família, amando-os incondicionalmente? A única coisa que eles desejam de nós, adultos, é que não desistamos deles.
Pensem nisto.

Beijos
Lilia

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Programa de Preparação para Adoção

Hoje vamos falar da obrigatoriedade de participação em programa de preparação à adoção. Instituída a partir da Lei n. 12.010 (Nova Lei da Adoção), Art. 197C, § 1o , esta postula que:  "É obrigatória a participação dos postulantes em programa oferecido pela Justiça da Infância e da Juventude preferencialmente com apoio dos técnicos responsáveis pela execução da política municipal de garantia do direito à convivência familiar, que inclua preparação psicológica, orientação e estímulo à adoção inter-racial, de crianças maiores ou de adolescentes, com necessidades específicas de saúde ou com deficiências e de grupos de irmãos".
A avaliação dos interessados poderá ser realizada durante a preparação ou após, finalizando com o estudo social e psicológico. 

Bom dia!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Caminhada para a Adoção

Caminhada para a adoção

O primeiro passo para uma adoção bem sucedida é procurar o Fórum de sua cidade. Lá você vai conversar com a Assistente Social, a qual esclarecerá todas as suas dúvidas sobre os procedimentos da adoção, além de fornecer uma relação de documentos que precisam ser juntados para dar início ao processo de adoção. Duas coisas muito importantes que você precisa saber: primeiramente é que a adoção só é feita através de um processo no judiciário e em segundo lugar que este processo (de adoção) é totalmente gratuito. Grande beijo.
Uma história de amor e dedicação

Hoje eles foram me visitar. Estavam lindos e felizes. Ainda me lembro a primeira vez que os vi. Tímidos, de pouca conversa e sem entender muito o que estava acontecendo. Os pais, assustados também. Afinal, era tudo novo. Três crianças e muito trabalho pela frente. Foram meses de contato. As dúvidas e incertezas deles aumentavam. Problemas de saúde e de comportamento começaram a aparecer. Será que daremos conta? Perguntavam. Trabalho e mais trabalho. Claro, uma criança dá trabalho. Mas três, nossa! Foi um vai e vem à consultas médicas e psicológicas, exames e mais exames. Mas, no meio deste turbilhão de problemas, crescia o amor, o afeto. Fico pensando nestes pais, nesta mãe. Ela desejou ser mãe e foi logo de cara, mãe de três. E posso dizer, foi uma guerreira.

Sou pai!

 Todos os dias vemos atitudes preconceituosas. Todos os dias combatemos o preconceito. Todos os dias lidamos com situações difíceis.
"Se ela não fosse minha, ela seria minha". Esta foi a frase que ouvi de um pai solteiro, no término de uma adoção. Precisa falar mais alguma coisa?
Bom dia!